segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Chorou Parou - Parte II

Leia a parte I antes de começar esta história. É o post anterior.

MANOS, O COBRADOR ABANDONOU O ÔNIBUS, PARA SEMPRE!!!

E o ônibus estava tão cheio que demorou uns 15min para o motorista dar falta de seu companheiro de trabalho. Provavelmente ele só percebeu por causa do burburinho, da reação de incredulidade de todos ali presentes. Só que quando ele  percebeu, teve que estacionar o ônibus.

Puxa vida, 7h30 da manhã, maior trânsito, ônibus cheio, possibilidade de se atrasar enorme...a melhor coisa que podia acontecer era o ônibus parar.

O motorista desceu, os passageiros desceram e começou a discussão com o motorista que alegava que não podia prosseguir sem um cobrador (não faltou gente pedindo para substituí-lo). Enquanto isso, outros ônibus da mesma linha iam passando pelo local, um mais lotado que o outro, e ficando abarrotado quando pegavam os passageiros do ônibus problemático.

Eu tentei pegar um desses, mas não dava, não sou ninja.

E olhem como a vida é engraçada, quando sobraram uns 10 passageiros o motorista decidiu q ia prosseguir a viagem até o metro mais próximo. E todos que estavam ali embarcaram num ônibus vazio e que não faria mais paradas.

Acabou que eu ia chegar mais rápido no meu destino e o veículo em que eu estava ultrapassou todos os ônibus abarrotados. Quando os passageiros que passavam perrengue nos outros ônibus me reconheciam e a outros que estavam no bem e bom praguejavam contra Deus e o mundo.

Momento Fuck Yeah!!!! para mim.

Pobre é besta mesmo.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaahhhh tava muito bom pra ser verdade!!!

O busão bateu numa árvore.

INACREDITÁVEL. Numa árvore.

Quando o primeiro ônibus abarrotado chegou o som das gargalhadas foi mais alto que o gol do Corinthians no estádio.

E assim cheguei todo amassado no metrô e quase uma hora atrasado no trabalho. Escarneado pelos companheiros do busão nosso de cada dia.

Mas tá beleza..."O importante é que emoções eu vivi".

domingo, 28 de agosto de 2011

Chorou, Parou - Parte I


Ok. Devo esclarecer que o título não é apropriado, já que remete às crianças mimadas que param de brincar quando são contrariadas nas brincadeiras. Não é justo com um cidadão que está ali honestamente prestando um serviço para a sociedade no transporte coletivo. E sabemos como é difícil prestar esse serviço em alguns momentos.
Contexto: De tempos em tempos uma malandragem fica comum nos ônibus: a Carona. Indivíduos na maior cara-de-pau pedem ao motorista para viajar sem pagar. Isso é um grande desrespeito pra quem paga, porque, com arrecadação menor, o valor da passagem aumenta. Enfim, esse ato agora é totalmente ilegal, mas seus praticantes continuam tentando.
Aí, você considera também todos os públicos de um ônibus matinal: estudantes, trabalhadores, aspirantes a executivos ainda sem carro, pessoas doentes, idosos, bebados, crianças…misture tudo no liquidificador e coloque num busão lotado às 7h30 da manhã.
O bêbado “corteja” a estudante bonitinha, a idosa estressada com o descaso de seu inss desconta no aspirante a executivo, a criança (que agora tem celular) escuta funk no ultimo volume sem fone. É o caos.
E nesse caos, um malandro não quis pagar passagem. E o cobrador, protetor da catraca e da cidadania, prestador de serviço público, guardião da moral e bons costumes do busão não deixou. Pra quê? O Malandro se rebelou começando uma enorme discussão, desrespeitou as senhorinhas que defenderam o cobrador e o motorista que pedia para ele descer. 
De repente, sem mais nem menos ele pulou a catraca. Ficou lá de boa, assobiando como se nada tivesse acontecido. O coitado do cobrador se sentiu humilhado. Se sentiu tao humilhando que gritou “EU NÀO AGUENTO MAIS” e aproveitou o trânsito e a porta aberta e foi embora do ônibus, deixando seu lugar vago.
MANOS, O COBRADOR FOI EMBORA DO ÔNIBUS, PRA SEMPRE!!!
Continua…

terça-feira, 23 de agosto de 2011

476G - Ibirapuera/ Jardim Elba


Nem preciso contar historinha.
Veja esta imagem

 É molecada, tão vendo como essa linha realmente rende histórias inusitadas?

Contribuição do Amigo Guilherme @mudaum Mello Garcia, que também viaja pela vereda da realidade ficcionária desta grande linha da SPTrans.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Bêbado Equilibrista

“Caía a tarde feito um viadutoE um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos…”
Elis, Elis. Genial intérprete de canções brasileiras. Ah se ela soubesse que um dia iria parar aqui na introdução de mais um personagem destas veredas…
EEEEEEE Cachaça. Quando a marvada te pega, meu amigo, sabe lá deus quando seus efeitos acabarão, sabe lá deus quando as suas lambanças acabarão. Que a ressaca nossa de cada dia seja cada vez menos uma ressaca moral.
Caía a tarde no viaduto e no ponto de ônibus deste viaduto havia um bêbado trajando luto. Longe de ser um tipo comum pois além de estar trajando um bonito, porém surrado, terno estava no mais alto grau de embriaguez. Adentrou ao veículo se fazendo notar, saudou todos os desconhecidos passageiros como se fossem amigos de longa data. Praguejou contra o prefeito da época e arrancou alguns sorrisos. Se sentou.
Como quase ninguém, que esteja sóbrio, fica dando tréla para conversa de ébrios desconhecidos ele adormeceu em seu assento.
Com o passar da viagem o ônibus encheu e uma senhora sentou ao seu lado. Nada de anormal até que ele se virou no seu sono e ficou apoiado na senhora. Ela se esquivou e praguejou, levantou, xingou…só que o bêbado ficou ali imóvel numa posiçao, como posso descrever…Ele estava com as pernas voltadas pra janela, mas seu tronco, braços e cabeça virados para o outro lado. Não sei se deu pra visualizar, mas era necessário ser muito ninja para se manter dormindo naquela posição. 
Ah, mas a senhorinha queria treta, c acha? Bebum no bumba, mano? Tá tirando com a minha cara? E enquanto ela gritava o cara não se mexia. Ela partiu pra agressão, ele não acordou. Empurrou, chacoalhou, deu um tapa….nada. Com toda essa bagunça, nosso herói agora estava de joelhos no corredor, esparramado no banco.
Aí a senhora mudou totalmente o semblante contrariado para preocupado, olhou pra mim e falou “Moço, me ajuda”. Eu e outros tentamos acordá-lo…nada. Aí a senhorinha desesperou “OW MOTORISTA PÁRA ESSE ÔNIBUS QUE TEM UM MORTO AQUI”. Nisso a cobradora se levantou e começou um barraco: ” O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? NÃO VAI PARA ÔNIBUS NENHUM!! AH SEU BEBADO DISGRAMDO…” Nada. Aí o ônibus parou.
E foi impressionante como a possibilidade da morte fez com que 80% dos passageiros saíssem do ônibus. Enquanto chamavam ambulância, discutiam se levavam pro hospital, etc chegou um policial. Como ele tinha uma garrafinha de água em mãos despejou na cara do bêbado. Nada. Aí o policial abriu os olhos dele. Os olhos se mexeram sobrenaturalmente dando o maior susto na senhorinha. O cara acordou e falou “Prefeito do ca****, nem dormir em paz esse vagabundo deixa”.
Agora amigos, imagine você, acordando de um sonho profundo no meio de um ônibus parado, com a cara molhada, um policial e 6 pessoas olhando pra você? Passou a bebedeira na hora com a adrenalina do susto e o tiozinho ficou totalmente desorientado da vida. Perguntava “quem são vcs? o q vcs querem? o que é isso? 
O paramédico chegou e não acreditava em toda aquela situaçao de conflito e resolveu fazer algo diferente: pegou o celular do bêbado e ligou para a esposa dele. como eles moravam perto dali, o bêbado em choque foi de carona para casa na ambulância.
E você aí deve estar com pena da bagunça mental na cabeça do bêbado equilibrista né?